quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

As principais olimpíadas acadêmicas do Brasil

Listamos 15 competições das mais diferentes áreas para os jovens testarem os seus conhecimentos

Foto: Claudia Marianno
Foto: As olimpíadas fazem os alunos se vincularem à disciplina, pois é um desafio vindo de fora
As olimpíadas fazem os alunos se vincularem à disciplina, pois é um desafio vindo de fora
As olimpíadas acadêmicas cresceram e se diversificaram nos últimos tempos. Hoje, pode-se participar desde a típica competição de matemática a concursos multidisciplinares. No entanto, a palavra competição não é exatamente a mais adequada: todas elas têm por objetivo, na verdade, estimular a curiosidade e o gosto pelo conhecimento.

Alguns colégios chegam a oferecer aulas especiais, fora do horário regular, para alunos do ensino fundamental e médio se prepararem. No Colégio Albert Sabin, por exemplo, a procura tornou-se enorme, chegando a unir até 200 alunos para realizar uma prova em pleno sábado, conforme conta o professor e Coordenador de Olimpíadas do colégio, Laércio da Costa Carrer. "As olimpíadas são valorizadas há anos e o investimento realizado tem o seu reconhecimento por parte dos pais, alunos e professores". O professor é o responsável pelo "Programa de Olimpíadas", que conta com o auxílio de professores em disciplinas como Química, Física, Matemática e História. São esses educadores que preparam os alunos ao longo do ano. "Os professores observam quais são as tendências, o que tem caído para preparar as aulas e capacitar os alunos", explica.

De acordo com o professor, as olimpíadas valorizam o conhecimento e a academia. Além disso, estimulam maior autonomia, raciocínio lógico e a elaboração do sistema formal de pensamento. Ainda, pode-se identificar eventuais talentos e incentivar seus ingressos nas áreas cientificas e tecnológicas. "As olimpíadas mostram que vale a pena estudar, assim como as pessoas que tem talento esportivo e artístico exercitam estas práticas".

Já no colégio Oswald de Andrade, não há aulas preparatórias. A divulgação para as olimpíadas de matemática, da qual participaram os últimos anos, é feita em sala de aula pela professora Vânia de Andrade Luz. "A ideia é que eles se sintam desafiados e participem se quiserem. As provas são de sábado de manhã e mesmo assim os alunos vão. No 6º e 7º ano há mais participação, até pela farra e pela brincadeira", explica a professora .

De acordo com ela, as olimpíadas fazem os alunos se vincularem à disciplina, pois é um desafio vindo de fora. "É importante relacionar o que aprendemos na escola com as coisas fora dela. Eles se envolvem bastante".


1. Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro

Objetivo: Contribuir para a melhoria das habilidades de leitura e escrita em alunos das escolas públicas brasileiras. 

Como funciona: Os alunos devem escrever um texto, em Língua Portuguesa, sobre o tema determinado e na categoria designada para o seu ano escolar. Neste ano, o tema escolhido foi "O lugar onde vivo" e as categorias foram divididas da seguinte forma: 

5º e 6º anos do Ensino Fundamental - Poema
7º e 8º anos do Ensino Fundamental - Memórias literárias
9º ano do Ensino Fundamental e 1° ano do Ensino Médio - Crônica
2º e 3º anos do Ensino Médio - Artigo de opinião

Os texto passam por cinco etapas (Escolar, Municipal, Estadual, Regional e Nacional), nas quais Comissões Julgadoras selecionam os que irão para as etapas seguintes. Ao final, é realizado um encontro nacional, no qual são anunciados os 20 vencedores nacionais, isto é, os cinco primeiros colocados de cada categoria. 

Quem participa: escolas da rede pública, do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio 

Inscrição: Secretários(as) de Educação e professores de língua portuguesa preenchem ficha de inscrição no site: www.escrevendoofuturo.org.br 

Data: 4ª Edição (2014) Inscrições e adesões: 24 de fevereiro a 30 de abril. 
Oficinas nas escolas: a partir do dia 24 de fevereiro. 
Último dia para as escolas enviarem textos: 15 de agosto. 
Comissão Julgadora Municipal: 18 de agosto a 12 de setembro. 
Comissão Julgadora Estadual: 25 de setembro a 10 de outubro. 
Comissão Julgadora Regional: 28 de outubro a 20 de novembro. 
Comissão Julgadora Nacional: 24 a 28 de novembro. 
Premiação e festa final: 01 de dezembro. 


2. Olímpiada Brasileira de Linguística

Objetivos: Motivar estudantes em idade escolar para a pesquisa científica, além de fomentar uma cultura intelectual de alto nível entre jovens talentosos, com consequências claras para sua vida profissional. 

Como funciona: A primeira fase acontece nos colégios. A segunda é presencial e acontece em alguma cidade do Brasil. Em ambas as fases, serão apresentados aos alunos questões diferentes, que exigem um intenso trabalho lógico para montar estruturas implícitas e perceber padrões. Esses padrões podem envolver diferentes sons, estruturas sintáticas, sistemas conceituais, ligações culturais e históricas entre diferentes línguas. A Olimpíada Internacional acontece em julho, cada ano em um país diferente. É uma grande congregação das olimpíadas nacionais realizadas nos países que dela participam. 

Quem participa: Estudantes de ensino médio ou que já terminaram o ensino médio, mas ainda não completaram um semestre na faculdade, de escolas particulares e escolas públicas federais e estaduais. 

Inscrição: Professor ou diretor deve enviar e-mail para o seguinte endereço: obl.comissao@gmail.com. Contendo: nome e endereço da escola; nome completo do representante da escola na OBL e e-mail de contato. 

Datas: 
Atualmente na 3ª Edição (2013). 
1ª fase: 9 de novembro de 2013. 
2ª fase: abril de 2014. 


3. Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB)

Objetivos: Despertar e estimular o interesse pelas ciências, proporcionar novos desafios aos estudantes, aproximar a universidade do ensino médio, estabelecer relações amistosas com estudantes de outros países e, principalmente, permitir que os estudantes descubram nas ciências e na educação a capacidade de crescimento intelectual, econômico e social. 

Como funciona: A OBB é composta de duas fases, sendo a primeira eliminatória e composta de questões de múltipla escolha e a segunda classificatória, composta por questões teóricas. Os alunos selecionados nesta segunda passam para o treinamento prático, realizado no Rio de Janeiro. No fim do treinamento, os quatro candidatos com melhor desempenho são levados para a Olimpíada Internacional de Biologia (IBO) e aqueles nas colocações entre 5º e 8º lugar são levados para a Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (OIAB). 

Quem participa: Alunos de ensino médio de escola pública e privada, que tenham no máximo 19 anos (completos até o dia 1º de julho de 2014). 

Inscrição: As escolas devem preencher o cadastro de inscrição online na página oficial da OBB: http://www.anbiojovem.org.br/ 

Datas: 10ª edição (2014) 
Inscrições: 11 de novembro de 2013 a 14 de março de 2014. 
Prova da 1ª fase: 06 de abril. 
Resultados da 1ª fase: 16 de abril. 
Divulgação dos selecionados para a 2ª fase e dos locais de prova: 22 de abril. 
Prova da 2ª fase: 04 de maio. 
Divulgação dos resultados da 2ª fase e alunos selecionados para participarem do treinamento prático: 13 de maio. 
Treinamento prático: 26 de maio a 06 de junho. 
Participação dos alunos na 25ª Olimpíada Internacional de Biologia (IBO) na Indonésia: 06 a 13 de julho. 
Participação dos alunos VIII Olimpíada Ibero-Americana de Biologia (OIAB) no México: 07 a 13 de setembro. 
Divulgação dos resultados da 25ª IBO e VIII OIAB: Outubro. 



4. Olimpíada Brasileira de Matemática

Objetivo: Estimular o estudo da Matemática pelos alunos, desenvolver e aperfeiçoar a capacitação dos professores, influenciar na melhoria do ensino, e detectar jovens talentos. 

Como funciona: A prova da primeira fase é aplicada nas escolas cadastradas e está dividida em três níveis, de acordo com a escolaridade. A prova é constituída de 20 a 25 questões de múltipla escolha. A segunda fase, por sua vez, consiste em uma prova de questões mistas. A prova da fase final contém apenas questões discursivas. 

Quem participa: Estudantes dos Ensinos Fundamental (a partir do 6ª ano), Médio e Universitário das escolas públicas e privadas de todo o Brasil. 

Inscrição: Professor representante da Olimpíada na escola ou universidade deve cadastrar a escola ou universidade na OBM no prazo estabelecido pela coordenação nacional. O cadastro das escolas na OBM é feito via Internet, normalmente entre os meses de março e abril de cada ano. 

Datas: (2014) 
Níveis 1,2 e 3
1ª Fase: 3 de junho. 
2ª Fase: 6 de setembro. 
3ª Fase: 25 de outubro (níveis 1, 2 e 3), 26 de outubro, (níveis 2 e 3). 
Nível Universitário 
1ª Fase: 6 de setembro. 
2ª Fase: 25 e 26 de outubro. 



5. Olimpíada Brasileira de Física

Objetivos: Despertar e estimular o interesse pela Física, proporcionar desafios aos estudantes, aproximar a universidade do ensino médio, identificar os estudantes talentosos em Física, preparando-os para as olimpíadas internacionais e estimulando-os a seguir carreiras científico-tecnológicas. 

Como funciona: Regulamento ainda indisponível no site. 

Quem participa: Regulamento ainda indisponível no site. 

Inscrição: Para credenciar-se, o professor deverá preencher o cadastro de inscrição online no site da Sociedade Brasileira de Física: http://www.sbfisica.org.br/v1/olimpiada/ 

Datas: (2014) 
Inscrição: 10 de fevereiro a 19 de maio. 
1ª fase: 22 de maio. 
2ª fase: 09 de agosto. 
3ª fase: 11 de outubro. 
Resultado final: 12 de dezembro. 
Premiação dos vencedores nacionais nos Estados: março de 2015. 


6. Olimpíada Brasileira de Química

Objetivos: Descobrir jovens com talento e aptidões para o estudo da Química, estimulando a curiosidade científica, incentivar jovens a tornarem-se futuros profissionais químicos, permitir aos estudantes aplicar seus conhecimentos e suas habilidades em um espírito olímpico, promover o entrosamento entre professores da Universidade e professores e estudantes das escolas, estimular o ensino, o estudo e a pesquisa no campo da Química capacitando jovens a realizarem os benefícios que esta ciência pode oferecer para a humanidade. 

Como funciona: A Olimpíada Brasileira de Química é composta de duas etapas, ambas formadas por três fases. A Primeira Etapa é encerrada no mês de novembro do ano em que se realiza a olimpíada com a premiação dos estudantes mais destacados. Na Segunda Etapa são selecionados os estudantes que representam o Brasil nas olimpíadas internacionais de química, ela é realizada no primeiro semestre do ano seguinte. 
Os estados participantes realizam olimpíadas estaduais preliminares com critérios de seleção estabelecidos pelos coordenadores locais. 

Quem participa: Estudantes do ensino médio, de escolas federais, estaduais, municipais e particulares do Brasil. 

Datas: (2014) 
Inscrições: 01 a 15 de agosto. 
Provas: 30 de agosto. 
Divulgação dos resultados: 31 de outubro. 
Solenidade de encerramento e premiação, em Fortaleza: 28 de novembro. 


7. Viagem do Conhecimento

Objetivo: Estimular jovens estudantes do Ensino Fundamental e Ensino Médio a conhecer melhor o espaço, o país e o mundo onde vivem; disseminar a cultura de viagem como experiência para ampliar o conhecimento do Brasil e do mundo; contribuir para a melhoria da qualidade de ensino da disciplina de Geografia e áreas afins; propiciar o enriquecimento do trabalho de professores em escolas públicas e particulares, contribuindo para sua valorização profissional; incentivar estudantes e educadores a avaliarem as relações sociedade-natureza sob uma perspectiva crítica, ética, solidária e sustentável. 

Como funciona: Em sua última edição, em 2013, o concurso foi dividido em três fases: Fase Local, Regional e Fase Final, todas com testes de múltipla escolha e questões dissertativas. 

Quem participa: alunos regularmente matriculados no oitavo e nono anos (antigas sétima e oitava séries) do Ensino Fundamental e na primeira série do Ensino Médio. 

Inscrição: As inscrições das escolas devem ser feitas pelo professor de Geografia, coordenador pedagógico, vice-diretor ou diretor no site. 

Datas: 
Ainda sem data para esse ano (2014). 


8. Olimpíada Nacional em História do Brasil

Objetivos: Fazer com que alunos trabalhem com temas fundamentais da história nacional e conheçam de perto as práticas e metodologias utilizadas pelos historiadores. 

Como funciona: Esta olimpíada é formada por equipes de três estudantes acompanhados por um professor orientador. A olimpíada é composta de seis fases. Nas quatro primeiras, os participantes devem responder a 10 questões de múltipla escolha e realizar uma tarefa. A quinta fase constitui apenas uma tarefa. A sexta e última fase é presencial, constituída por questões e desafios diversos, seguida por uma premiação. 

Inscrição: Cada participante deve realizar um cadastro individual no site do Museu Exploratório de Ciências (estudantes e professores). Posteriormente, será realizada a inscrição na Olimpíada, que deve ser feita por apenas um membro da equipe, de preferência, o professor e orientador. Cada membro da equipe receberá um e-mail de confirmação que deve ser aberto e confirmado o seu recebimento. Após a confirmação dos quatro e-mails, será enviado um boleto de pagamento. A taxa para escola pública é de 21 reais por equipe. Para escolas particulares, 45 reais por equipe. 

Quem participa: Matriculados no oitavo e nono anos (antigas sétima e oitava séries) do ensino fundamental ou médio, orientados por um professor de história. Os estudantes podem ser do ensino regular, profissionalizante, supletivo ou EJA, sempre das séries permitidas ou equivalentes. 

Datas: (2014) 
Inscrições: 14/02 à 20/04 
Primeira fase: 28/04
Convocação dos finalista 02/06
Fase final presencial: Agosto 


9. Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

Objetivos: Fomentar o interesse dos jovens pela Astronomia e pela Astronáutica e ciências afins e promover a difusão dos conhecimentos básicos de uma forma lúdica e cooperativa. 

Como funciona: A OBA ocorre dentro da própria escola e tem uma única fase, constituída por uma prova. As questões são compatíveis com os conteúdos abordados pela maioria dos livros didáticos do ensino fundamental e médio e apresenta 7 perguntas de Astronomia e 3 de Astronáutica. Pode haver também uma ou duas perguntas baseadas em atividades práticas e observacionais. Para respondê-las, o aluno precisará ter feito previamente uma atividade que é divulgada com antecedência. 
Os melhores colocados são convidados a participar da seletiva para o grupo de cinco alunos que representa o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e no grupo que vai para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), a serem realizadas no ano seguinte (2015). 

Quem participa: Podem participar alunos do primeiro ano do ensino fundamental até alunos do último ano do ensino médio de escolas públicas ou privadas. 

Inscrição: A inscrição do aluno deverá ser feita pelo professor que aplicará a prova, a partir do cadastramento da escola no site oficial: http://www.oba.org.br/ 

Datas: 17ª edição (2014) 
Inscrições: 2 de janeiro até 16 de março. 
Prova: 16 de maio. 
Premiação: outubro. 



10. Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

Objetivos: Estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país, reconhecer o trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperar com a divulgação de ações governamentais criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente. 

Como funciona: Diferentemente das demais olimpíadas, nesta a competição se dá entre projetos a serem apresentados, e não por meio de uma prova. Os trabalhos são inscrito em uma das seis coordenações regionais, pertencente ao estado onde a escola está localizada. A cada edição, essas coordenações organizam comissões avaliadoras compostas por pesquisadores e especialistas que indicam os destaques de acordo com as categorias e modalidades. Os projetos selecionados seguem para a Etapa Nacional, na qual o professor e um aluno representante do trabalho premiado participam da cerimônia de premiação, de eventos culturais, entre outras atividades. 

Quem participa: Turmas de ensino fundamental (6º ao 9º ano) e de ensino médio. 

Inscrição: Professores devem mobilizar a sua escola e inscrever os projetos de seus alunos nas modalidades Produção Audiovisual, Produção de Textos ou Projeto de Ciências. Para fazer a inscrição, basta inseri, no sistema de cadastro o CPF, senha e clicar em NOVO TRABALHO. 

Datas: Produção Audiovisual, Produção de Textos ou Projeto de Ciências recebem inscrições até 1º de setembro de 2014. 


11. Olimpíada Brasileira de Informática

Objetivo: Despertar nos alunos o interesse pela Computação e pela Ciência em geral, promover a introdução de disciplinas de técnicas de programação de computadores nas escolas de ensino médio e fundamental, proporcionar novos desafios e identificar os grandes talentos e vocações em Ciência da Computação para encaminhá-los para as carreiras acadêmica, científica e tecnológica. 

Como funciona: A OBI está organizada em duas fases e três modalidades:
- Modalidade Iniciação: os alunos concorrem resolvendo problemas de lógica e problemas de computação, sem uso de computador, apenas utilizando lápis e papel; 
- Modalidade Programação: exige conhecimento de estrutura de dados e técnicas em programação e, portanto, é necessário utilizar computadores na ocasião da prova. 
- Modalidade Universitária: assim como a Modalidade Programação, exige conhecimento de estrutura de dados e técnicas em programação e, portanto, é necessário utilizar computadores na ocasião da prova. 
Cada uma destas modalidades é sub-dividida em Níveis, de acordo com a escolaridade e dificuldade das tarefas apresentadas. 

Quem participa: É permitida a participação de alunos com no máximo 20 anos completos até primeiro dia de julho do ano de sua participação, e que obedeçam aos requisitos específicos das modalidades. Na Modalidade Universitária não há limite de idade para participação. 

Inscrição: As inscrições podem ser efetuadas somente por um professor. Caso a escola ainda não está cadastrada, o professor deve fazê-lo, preenchendo o formulário no site http://olimpiada.ic.unicamp.br/. 

Datas: 16ª edição
Cadastro das escolas: de 10 de fevereiro até três dias antes da realização da 1ª fase na modalidade correspondente. 
Cadastro dos estudantes: de 10 de fevereiro até quatro dias após a realização da 1ª fase na modalidade correspondente (o aluno pode fazer a prova sem ainda estar inscrito). 
1ª fase das Modalidades Programação (Nível 2) e Universitária: 10 de maio. 
1ª fase das Modalidades Programação (Nível 1 e Júnior) e Iniciação (Nível 1 e 2): 24 de maio. 
2ª fase das Modalidades Programação (Nível 2) e Universitária: 16 de agosto. 
2ª fase das Modalidades Programação (Nível 1 e Júnior) e Iniciação (Nível 1 e 2): 30 de agosto. 


12. Olimpíada Brasileira de Robótica

Objetivo: Estimular os alunos às carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos, proporcionar a formação de cidadãos que se relacionem melhor com a tecnologia e também a formação de um mercado consumidor consciente e, portanto, exigente para produtos tecnológicos. 

Como funciona: As provas da OBR não cobram conhecimentos específicos de robótica. As questões feitas são relacionadas com o tema "robótica", mas cobram conhecimentos da grade curricular normal das diferentes séries do ensino fundamental e médio. Há, por exemplo, questões de interpretação de texto com o tema robótica, problemas reais de robôs que podem ser resolvidos com conceitos de matemática, e assim por diante. As provas são também divididas por faixa etária (a cada dois anos). Cada escola aplica as próprias provas escritas. As provas práticas são usualmente destinadas a escolas que já tenham algum relacionamento com a robótica educacional. 

Quem participa: Qualquer estudante de qualquer série do ensino fundamental, médio ou técnico pode participar da OBR. 

Inscrição: Um representante da escola a cadastra no sistema eletrônico. Esse representante preencherá alguns dados básicos sobre a escola e realizará o cadastro de um ou mais professores. Os professores, então, darão continuidade e cadastrarão os alunos interessados em participar. O login da escola é mantido de ano para ano, e, uma vez cadastrada, apenas a atualização dos dados será necessária nos próximos anos. 

Datas: (2014) 
Inscrições: 03 de março. 
Encerramento das inscrições Teótica: 15 de agosto. 
Encerramento das inscrições Prática: 25 de abril. 
Provas Práticas: 01 de maio à 31 de agosto (cada estado terá sua própria data).
Provas Teórica: 22 de agosto. 
Final nacional em São Carlos: Outubro de 2014. 


13. Olimpíada Brasileira de Agropecuária

Objetivo: A OBAP visa estimular o ingresso de jovens do ensino médio e técnico nas carreiras técnico-científicas por meio da pesquisa e da inovação em agropecuária, aplicação de conhecimentos científicos, enfrentamento com situações desafiadoras e cooperação entre os envolvidos na Olimpíada. 

Como funciona: A competição terá três fases, sendo duas fases virtuais e uma fase presencial. A 1ª fase é composta por 20 questões de múltipla escolha nas áreas descritas no conteúdo programático, cujo valor total é de 20 pontos. A 2ª fase é composta de 20 questões de múltipla escolha nas áreas descritas no conteúdo programático, cujo valor total é de 20 pontos. A 3ª fase é presencial e composta de duas etapas classificatórias: na primeira, as equipes classificadas deverão realizar uma prova prática sorteada aleatoriamente entre as propostas pela organização. Na segunda etapa, os alunos farão individualmente uma prova contendo 20 questões objetivas e quatro questões discursivas. A soma das notas individuais dos alunos será somada ao total das notas obtidas nas fases virtuais. 
A equipe campeã na modalidade de Ensino Médio Integrado ou Concomitante será convidada a representar o Brasil na International Earth Science Olympiad (IESO). 

Quem participa: Alunos do ensino médio integrado ou concomitante aos cursos: Técnico em Agropecuária, Técnico em Agricultura, Técnico em Agroecologia, Técnico em Zootecnia, Técnico em Agronegócio, Técnico em Alimentos, Técnico em Agroindústria e Cursos do Eixo Tecnológico Recursos Naturais. Em caráter especial poderão participar alunos do ensino técnico subsequente. 

Inscrição: As inscrições são realizadas exclusivamente via internet, na página oficial da OBAP (www.obap.agr.br). O orientador é o representante oficial para efetuar a inscrição e deverá preencher os dados de todos os integrantes da equipe. Após o preenchimento da ficha de inscrição, o responsável deve recolher a taxa de inscrição via boleto bancário no valor de vinte reais, referente à inscrição de toda equipe. 

Datas: 
Inscrições: 15 de abril a 30 de maio. 
1ª fase Virtual: 29 de julho a 08 de agosto. 
2ª fase Virtual: 29 de julho a 08 de agosto. 
3ª fase Presencial: 10 e 11 de outubro. 
Cerimônia de premiação e encerramento: 12 de outubro. 


14. Olimpíada Nacional de Oceanografia

Objetivos: Multiplicar o conhecimento sobre as ciências do mar no âmbito das escolas de ensino fundamental e médio de todo o país, estimular o interesse dos jovens estudantes, futuros universitários, bem como para despertar seus interesses por esta importante área do conhecimento que, cada vez mais, ocupa importantes espaços no mercado de trabalho, nos mais variados ramos de atividades das ciências do mar. 

Como funciona: As provas serão organizadas em dois níveis distintos: Nível 1, destinada aos alunos regularmente matriculados na 7ª e 8ª séries do ensino fundamental; e Nível 2, destinada aos alunos regularmente matriculados em qualquer série do ensino médio ou que já concluíram o ensino médio há menos de dois anos. As provas contemplarão, na medida do possível, os conteúdos curriculares compatíveis com os conteúdos abordados nos livros didáticos do ensino fundamental e médio. Para cada nível, as provas são constituídas de 45 questões objetivas e uma questão discursiva. 

Quem participa: Estudantes de 7º a 8º séries do ensino fundamental e alunos do ensino médio do País, regularmente matriculados e alunos que concluíram o ensino médio há menos de dois anos e que não estejam matriculados em nenhuma instituição de ensino superior até a data da prova. 

Inscrição: O cadastramento das escolas e do professor responsável deverá ser feito exclusivamente no site. 

Datas: 
Período de cadastramento das escolas e do professor: 15 de abril a 30 de junho. 
Período de inscrição dos alunos da escola que participarão: 15 de abril a 30 de julho. 
Aplicação das provas: 14 de setembro. 
Divulgação do resultado final: 15 de outubro. 
Viagem de Premiação: 13 de novembro. 
Premiação Nacional: 14 de novembro. 


15. Olimpíada de Filosofia

Objetivos: Subsidiar uma efetiva contribuição da Filosofia à formação dos participantes; Fomentar o espírito crítico e dialógico entre os estudantes; Desenvolver nos jovens cidadãos o aprimoramento das habilidades de ler e escrever textos filosóficos, bem como de realizar diálogo filosófico em solidariedade investigativa; Ler, de maneira filosófica, textos de distintas expressões e estruturas; Vivenciar o questionamento, a investigação de conceitos e a criação de novas possibilidades de pensar através da prática coletiva de fazer filosofia; Construir um espaço favorável para uma postura filosofante individual e coletivamente; Promover a interface entre a Filosofia e outras áreas do conhecimento; Promover a integração entre as escolas, os estudantes e os professores participantes, bem como com a Escola e a Universidade. 

Como funciona: O evento "Olimpíada de Filosofia" ocorre, anualmente, em local e data pré-determinados pela organização, em uma instituição de ensino. Há três eventos, que ocorrem em datas e locais distintos. A "Olimpíada de Filosofia do RS", a "Olimpíada Latinoamericana de Filosofia", e a "Olimpíada de Filosofia com Crianças do RS". A olimpíada consiste em exposição ou apresentação de trabalhos filosóficos e artístico-filosóficos selecionados; diálogo em grupos, em forma de Comunidade de Investigação, relacionado ao tema da Olimpíada; produção de textos e de outros meios de expressão. O tema de 2013, para a IV Olimpíada de Filosofia do RS e para a IV Olimpíada Latinoamericana de Filosofia era: Que conhecimento é possível na era das incertezas?. 

Quem participa: Estudantes do Ensino Infantil, Fundamental e Médio. 

Inscrição: As inscrições são feitas por e-mail, a partir do preenchimento de um formulário disponível no site. 

Datas: 
Olimpíada Latino americana de Filosofia: 16 a 18 de outubro, em Maldonado, no Uruguai. As inscrições ainda não estão abertas. 


Fonte: Educar Pra Crescer

Conheça as atribuições dos deputados federais

Segundo a Constituição, as principais atribuições são legislar e fiscalizar.
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 do Câmara Notícias.
A Constituição Federal estabelece duas principais atribuições aos representantes do povo: legislar e fiscalizar. A parte do legislar é mais conhecida: é quando os deputados propõem novas leis, mudanças na legislação existente e mesmo a revogação de leis. O trabalho de análise dessas propostas pode ser feito tanto pelo plenário da Câmara, em reunião dos 513 deputados, quanto nas 22 comissões, que analisam projetos relacionados ao tema da comissão, como Educação, Minas e Energia, Cultura. Os deputados também, num trabalho conjunto com os senadores, discutem e votam o Orçamento da União, com a previsão do que o governo vai arrecadar no ano seguinte e de quais serão os gastos. Já na função de fiscalizadores, os deputados são responsáveis por verificar a aplicação adequada dos recursos públicos. Podem, por exemplo, convocar ministros de Estado e outras autoridades para prestar esclarecimentos. Como ressalta o secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna, também podem investigar diretamente qualquer denúncia de mau uso do dinheiro público.
Os congressistas também têm a obrigação de controlar os atos do presidente da República. A Câmara tem o poder de autorizar a abertura de processo contra o presidente e o vice-presidente. Os deputados federais elegem, ainda, os integrantes do Conselho da República, órgão superior de consulta do presidente. Entre as prerrogativas do cargo de parlamentar, está o direito de não ser preso, a não ser em flagrante de crime inafiançável. Deputados e senadores também não são obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do mandato, e têm foro privilegiado, ou seja, os processos contra eles só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Reportagem — Paula Bittar

Fonte: Câmara Federal

Transporte escolar: saiba o que diz a lei sobre esse direito

Saiba quem tem direito e como fazer para garantir o transporte escolar gratuito para seu filho

Reportagem de Adriana Carvalho

Foto: Mauricio Melo
Direito ao transporte escolar
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação determina que os estados e os municípios devem oferecer transporte escolar aos alunos da rede pública de ensino

Um dos grandes motivos que levam os alunos a faltarem às aulas e mesmo a abandonarem a escola é a dificuldade de chegar até o colégio. Por isso é que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) define que os estados e municípios devem ser responsáveis pelo transporte escolar das crianças que estudam na rede pública de ensino. O governo federal, por sua vez, é o responsável por prestar assistência técnica e financeira aos estados e municípios para que esse direito seja garantido.

Se seu filho estuda na rede pública, é importante que você conheça as regras de uso do transporte escolar gratuito e do sistema de distribuição de passes que são utilizados no transporte coletivo. Tire abaixo suas dúvidas e saiba como garantir esse direito.

1. Quem pode usar o transporte escolar gratuito?

Cada estado e cada município têm suas regras próprias que determinam quais alunos da rede pública podem utilizar o transporte escolar gratuito ou receber os passes escolares válidos no transporte coletivo. Geralmente os critérios priorizam o aluno de menor idade, que reside a uma distância maior da escola, de menor renda familiar e portadores de alguma necessidade especial.

2. Onde posso ter informações sobre o uso do transporte escolar?

Para conhecer quais regras se aplicam ao seu caso, em primeiro lugar você deve procurar se informar se a escola em que seu filho estuda é estadual ou municipal. De posse dessa informação, deve procurar saber na Secretaria de Educação de seu estado ou cidade quais são as regras de utilização do transporte escolar. Essas informações também podem ser prestadas pela secretaria da escola onde seu filho estuda.

3. Quais são as leis que determinam que estados e municípios são responsáveis pelo transporte escolar?

O artigo 10 da Lei de Diretrizes e Bases determina que os estados devem assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual, enquanto municípios têm a mesma incumbência com relação às escolas da rede municipal. Essa determinação também está na lei nº 10.709 de 31 de julho de 2003.

4. Como devo fazer para inscrever meu filho para utilização do transporte escolar gratuito ou para o recebimento de passes escolares?

Você deve procurar a secretaria da escola onde seu filho estuda para se informar sobre os documentos que precisa apresentar e as datas-limite para inscrição no uso do transporte escolar gratuito e também para ter direito ao uso de passes escolares. Geralmente é preciso preencher uma ficha e apresentar documentos que comprovem a necessidade de o aluno utilizar esses recursos. Os documentos necessários variam de acordo com cada município ou estado, mas geralmente são pedidos carteira de identidade (RG) ou certidão de nascimento, comprovante de residências atualizado em nome do aluno ou responsável legal, foto 3x4 etc.

5. O que fazer caso não seja concedido o benefício ao meu filho?

Depois de receberem a documentação, as secretarias das escolas encaminham o processo às Secretarias de Educação, responsáveis por conceder o transporte escolar gratuito e o uso de passes escolares. 

Caso os benefícios não sejam concedidos e os pais não concordem com essa decisão, devem procurar a própria Secretaria de Educação do município (quando se tratar de escola municipal) ou do Estado (no caso de escola da rede estadual). 

Esses são os órgãos diretamente responsáveis pelas políticas públicas educacionais e, portanto, devem oferecer ao público canais de diálogo para ao recebimento de pedidos, queixas e denúncias. 

Outra possibilidade para defender seus direitos é procurar um advogado e propor uma ação judicial. Essa ação pode individual ou coletiva, caso vários pais se unam para fazer a mesma reclamação. A organização sem fins lucrativos Ação Educativa oferece uma lista de diversos órgãos e organizações da sociedade civil que podem ser úteis para ajudar na busca pelos direitos relativos à educação, entre eles o transporte escolar.


6. Qual o tipo de transporte que o governo oferece para as crianças que moram em áreas rurais ou próximas a rios?

O governo federal tem programas como o Caminho da Escola e o e o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate), que oferecem recursos para que estados e municípios possam oferecer transporte escolar adequado inclusive em regiões rurais e de difícil acesso, como aquelas que ficam próximas a rios. Esses programas disponibilizam recursos para a compra de ônibus, lanchas e até mesmo bicicletas.

7. O que é o Programa Caminho da Escola?

O programa Caminho da Escola foi criado em 2007 pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação. Seu objetivo é renovar a frota de veículos escolares, além de garantir segurança e qualidade de transporte aos estudantes. Entre 2008 e 2012, o Caminho da Escola ajudou 4.725 municípios a adquirir 28.522 ônibus escolares, beneficiando cerca de 1,7 milhão de alunos. Entre os anos de 2010 e 2012, o programa também ajudou 194 cidades a adquirirem 674 lanchas escolares, que transportam diariamente mais de 13 mil alunos em regiões ribeirinhas. Ainda por meio do Caminho da Escola, 366 cidades adquiriram 167.979 bicicletas.

8. Quais as características dos veículos do programa Caminho da Escola?

No caso dos ônibus, são cinco os modelos disponíveis: pequenos (para transportar de 23 a 29 alunos); pequenos tracionados 4 x4 (com capacidade para 26 alunos e próprios para regiões que exijam tração para sair de atoleiros); pequeno de uso urbano com espaços adaptados para cadeiras de rodas; de porte médio para levar de 31 a 44 alunos e ônibus grandes, com capacidade para 44 a 59 alunos. 

As lanchas, por sua vez, devem transportar no máximo 20 alunos (incluindo lugar para portadores de necessidades especiais) e são construídas pela Marinha do Brasil. Elas dispõem de equipamentos de segurança como coletes salva-vidas, extintor de incêndio, sirene, luzes de navegação e rádio comunicador. 

No caso das bicicletas, há dois modelos, de aro 20 e aro 26. Entre suas características estão o selim anatômico, bagageiro traseiro, espelho retrovisor, campainha e refletores, além de bomba para encher pneus e ferramentas de montagem e regulagem. As bicicletas escolares não devem ser utilizadas por alunos menores de 6 anos e seu uso deve ser autorizado pelos pais ou responsáveis. Além disso, estados e municípios devem oferecer por meio das escolas cursos ou palestras para orientar os estudantes, pais e responsáveis sobre o uso racional e sustentável da bicicleta. Esses cursos e palestras devem conter informações sobre segurança e regras de trânsito, além de explicar seus benefícios para a saúde e meio ambiente.

9. O que é o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate)?

Criado em 2004, o Pnate tem como objetivo garantir que os alunos dos Ensinos Infantil, Fundamental e Médio, matriculados em escolas públicas de áreas rurais tenham facilidade de acesso aos estabelecimentos de ensino. O programa destina recursos financeiros para que estados e municípios possam adquirir veículos, pagar custos de conserto, além de impostos e taxas. O dinheiro também pode ser utilizado para a contratação de terceiros para o serviço de transporte escolar.

Fonte: Educar Pra Crescer

Protagonistas na escola e na vida

Currículo para o ensino médio desenvolvido em parceria com o estado do Rio de Janeiro aposta na participação ativa dos estudantes e na interdisciplinaridade. A proposta, aplicada em escola carioca, tem gerado bons resultados.
Reportagem de Valentina Leite

Protagonistas na escola e na vida
Os estudantes do Ceca são levados a questionar o que aprendem em sala, além de aplicarem o conteúdo teórico em atividades de projeto e pesquisa. (foto: Cris Torres/ Seeduc-RJ)
Uma das grandes causas de evasão nas escolas públicas do Brasil é o desinteresse por parte dos alunos, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas. O ensino tradicional, baseado em disciplinas fragmentadas e com pouca conexão com a realidade dos jovens, pode ser um dos fatores por trás desse quadro.
Por isso, entidades governamentais têm buscado, em parceria com instituições não governamentais e privadas, desenvolver soluções pedagógicas inovadoras. No Colégio Estadual Chico Anysio (Ceca), no bairro do Andaraí, no Rio de Janeiro, uma dessas iniciativas já está em prática. Trata-se de uma nova proposta curricular que visa estimular os estudantes por meio de atividades desenvolvidas pelos próprios alunos.
O currículo inclui projetos de iniciativa dos estudantes que podem ser de cunho cultural, social ou econômico
O projeto, batizado de Solução Educacional para o Ensino Médio, é fruto da parceria do Instituto Ayrton Senna com a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro e está em curso desde 2013 na escola carioca. A iniciativa propõe um currículo escolar diferenciado, organizado em dois grandes componentes, para promover a educação integral.
De um lado, estão as disciplinas previstas na legislação brasileira, divididas em quatro áreas de conhecimento (ciências humanas, linguagens, ciências da natureza e matemática), que são abordadas de maneira integrada em sala de aula, com conteúdos interdisciplinares. Do outro, está o chamado núcleo articulador, que consiste em atividades voltadas ao desenvolvimento de projetos feitos pelos próprios alunos.
Muitas vezes os alunos são organizados em grupos para desenvolverem trabalhos de pesquisa a serem apresentados para uma banca avaliadora. Há ainda outros projetos de iniciativa dos estudantes que podem ser de cunho cultural, social ou econômico.

Aproximação com os jovens

Segundo a coordenadora de educação do Instituto Ayrton Senna e líder do projeto, Simone André, a abordagem serve para aproximar a escola dos interesses dos jovens. “Hoje, a escola está diante de uma juventude diferente e precisa oferecer a ela uma educação plena, gerando oportunidades para que desenvolva seu potencial e possa fazer escolhas conscientes em sua vida profissional”, afirma.
No final do ano passado, alunos do 1º ano do ensino médio do Ceca trabalharam em uma campanha de conscientização para evitar o desperdício de comida na escola batizada de Fome Zero. A coordenadora pedagógica do colégio, Cátia Marina Andrade, afirma que a iniciativa partiu de um grupo de alunos.
Outro projeto desenvolvido em 2014 foi um aplicativo parasmartphones que indica a quantidade de calorias contida em uma série de alimentos
“Eles observaram que, todos os dias, oito quilos de comida iam para o lixo”, diz. “Inspirados por esse panorama, montaram cartazes, espalharam panfletos e convidaram um palestrante para falar sobre o tema na escola.” Além disso, os alunos apresentaram uma proposta à coordenação para que cada um servisse sua própria comida em vez de serem servidos por um funcionário do colégio, evitando excessos.
Outro projeto desenvolvido em 2014 foi o Ligados na Saúde, um aplicativo para smartphones que indica a quantidade de calorias contida em uma série de alimentos. Cátia explica que o software serve para consultas e também para auxiliar no controle das calorias consumidas diariamente. Os alunos contam com a orientação de um professor e suporte técnico da escola.
Além das iniciativas dos alunos, o novo currículo prevê ainda a prática de esportes, como esgrima e judô, e atividades culturais, como aulas de música. Os professores e toda a equipe pedagógica envolvida recebem formação constante sobre novas metodologias que ajudem a preparar o jovem para desenvolver sua autonomia, visando uma educação plena.
Sala de esportes
Além das disciplinas básicas, os alunos praticam uma série de atividades extras, como esgrima, judô e dança. (foto: Cris Torres e Marcia Costa)
Para Willmann Costa, professor e diretor geral do Ceca, isso estimula tanto o aluno quanto o profissional, que ajuda a formar cidadãos. “A proposta é trabalhar de forma colaborativa, transformando positivamente o ambiente da sala de aula por meio do diálogo entre professores e alunos”, diz Costa. “Com isso, o aluno é levado a desenvolver a autogestão e o protagonismo”.
Os resultados obtidos pelo projeto têm sido positivos. No terceiro bimestre de 2014, os alunos do Ceca tiveram um desempenho 62% superior ao dos estudantes de outras escolas da rede estadual avaliadas pelo sistema Saerjinho em língua portuguesa. Já em matemática, a performance foi 72% melhor.
Os alunos do Ceca tiveram um desempenho 62% superior ao dos estudantes de outras escolas da rede estadual em língua portuguesa. Já em matemática, a performance foi 72% melhor
Após dois anos de projeto, Costa aponta que já é possível observar mudanças no comportamento dos alunos. “Após entrarem em contato com o modelo, eles se tornam mais falantes, questionadores e defensores de seus pontos de vista”, diz o professor. “Além disso, cuidam melhor do ambiente da escola.”
Os coordenadores do projeto sinalizam a intenção de expandir o modelo para outras escolas da rede de ensino público do Rio de Janeiro. Além do Ceca, ele já tem sido aplicado de forma simplificada em algumas escolas do Rio de Janeiro integrantes do Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI), estratégia do Ministério da Educação que apoia o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras. Além disso, o modelo também é aplicado parcialmente em 700 escolas distribuídas por todo o estado do Rio de Janeiro.
Para Simone André, o projeto alavanca a educação no país. “O Rio de Janeiro já vem superando alguns de seus desafios da educação”, diz. “Os resultados positivos dessa nova proposta pedagógica serão muito importantes para conscientizar a sociedade brasileira quanto à necessidade de se repensar o atual modelo de ensino médio”, conclui.

Valentina Leite
Ciência Hoje On-line
Fonte: Instituto  Airton Senna