sábado, 21 de junho de 2014

Diretor bom, escola que funciona

Para o bem ou para o mal, ele faz a diferença. Um bom profissional aumenta o desempenho dos alunos; com o mau, se dá o contrário

João Batista Araujo e Oliveira
Alunos na lousa, na sala de aula
Alunos na lousa, na sala de aula (Getty Images/BananaStock RF)

Ensino de qualidade

Este artigo faz parte de uma série publicada quinzenalmente em VEJA.com sobre os desafios do ensino fundamental no Brasil — e as estratégias para superá-los.
Os textos são de autoria do Instituto Alfa Beto, que promove oPrêmio Prefeito Nota 10, iniciativa que vai identificar e recompensar o município brasileiro que mantém a melhor rede de ensino. A premiação será realizada no segundo semestre.
Prefeitos fazem diferença. Há prefeitos dinâmicos e prefeitos passivos. Há prefeitos empreendedores e prefeitos reativos. Há prefeitos que fazem um primeiro mandato excelente, mas se acomodam no segundo. Em qualquer organização humana, qualquer que seja o grau de padronização, pessoas fazem diferença. Não poderia ser diferentes nas escolas.
Diretores fazem diferença. Para melhor ou para pior. Bons diretores conseguem aumentar rapidamente o desempenho dos alunos. Maus diretores conseguem piorar o desempenho rapidamente.
Mas o que são bons diretores? Como eles agem?
As características de um bom diretor não são bem conhecidas, mas são muito semelhantes às características dos bons executivos: liderança, capacidade de juntar as pessoas para atingir resultados e capacidade de usar os recursos da administração para facilitar a vida das pessoas.  
Diretores agem indiretamente. Eles criam um clima de respeito, ordem e disciplina dentro da escola. Eles cuidam que a infra-estrutura esteja à disposição do trabalho acadêmico. E eles concentram sua energia junto aos professores, para que esses ensinem o que precisa ser ensinado de forma adequada. Como a função da escola é ensinar, quando o diretor foca o trabalho da escola no ensino, os resultados tendem a aparecer mais rapidamente. E quando ele não faz isso, ou faz isso mal, os resultados logo pioram.
Diretores bons conseguem melhorar os resultados quando ficam mais tempo na escola. Alguns estudos indicam que até 6 ou 8 anos é um prazo adequado para o diretor permanecer na mesma escola e conseguir melhorá-la. Na prática, a maioria dos diretores permanece entre 3 e 5 anos nas escolas – o que não permite que essas atinjam o seu melhor desempenho.
Bons diretores procuram boas escolas: bons sistemas de ensino evitam isso, colocando os bons diretores nas escolas que mais precisam deles. Bons sistemas de ensino também evitam que maus diretores permaneçam nas escolas. Nem todo diretor dá certo sempre: há pessoas certas e estilos gerenciais adequados para diferentes momentos da vida de uma escola. O homem certo no lugar certo na hora certa.
Fonte: Veja

Sites gratuitos ajudam a estudar para o Enem

Jogos, videoaulas e testes online são algumas ferramentas interativas para turbinar os estudos


 
Reportagem Stephanie Kim Abe

Foto: Ivan Pacheco
Foto: Estudantes aguardando para realizar a prova do ENEM
Estudantes aguardando para realizar a prova do ENEM


Para quem procura uma alternativa para os livros na hora de estudar para oexame (marcado para os dias 8 e 9 de novembro), a internet pode ser um ótima alternativa. Existem vários sites que disponibilizam ferramentas interativas para ajudar o aluno a aprender todo o conteúdo para o Enem. Videoaulas para quem está estudando sozinho, testes online para conferir o desempenho na hora,jogos que tornam o aprendizado mais divertido ou mesmo calendário e planos de estudos são algumas das ferramentas que podem ser encontradas na rede. E o melhor: são todas gratuitas!

Educar pra Crescer selecionou algumas delas:

1. Guia do Estudante
Mais voltado para informar sobre as principais notícias sobre o Enem, como a divulgação do 
Guia do Participante com orientações para a redação desse ano, o portal também sugere temas de redação, divulga datas de simulados e cria joguinhos com conteúdos da prova.

O mais legal: propõe um calendário de estudos mensal para ajudar o estudante a separar as matérias para estudar até dia do Enem.

2. Aulalivre.net



3. Mande bem no Enem
Além de 42 vídeoaulas, divididas em cinco áreas de conhecimento (Natureza, Números Cultura, Comunicação e Letras), utiliza músicas e textos complementares para explicar as matérias. Todos os vídeos incluem um teste online de 10 questões e um glossário, em que os principais conceitos são explicados em poucas palavras. 

Prepare-se para gastar um tempinho fazendo o cadastro, já que é obrigatório preencher informações socioeconômicas e sobre horários de estudos antes de acessar todo o conteúdo. 

O mais legal: na área de conteúdo extra, jogos interativos fazem com que o conteúdo seja assimilado de forma mais divertida - há alguns que podem até ser jogados em dupla. 

4. Geekie Games
Essa ferramenta oferece um plano de estudos personalizado. O aluno começa fazendo um teste com 36 perguntas para identificar os pontos em que tem mais dificuldade e em quais já está craque. A partir desse feedback (muito bem detalhado, com ranking da posição do estudante e média de sua nota comparada com a do Enem do ano passado de escolas pública e privada), a plataforma direciona textos, vídeos e exercícios para o aluno focar no aprendizado das dificuldades identificadas no teste inicial. 

O passo a passo dessas "missões" segue a linha "Aprenda - Construa - Pratique" até levar o aluno a refazer o teste, dividido nas quatro áreas de conhecimento do Enem: Linguagens e Códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática. Assim, é possível ver a evolução dos estudos e conferir o quanto progrediu até o dia da prova oficial. 

O mais legal: tem um ranking de todos os alunos participantes e os 10 primeiros colocados em cada categoria se tornarão Embaixadores Geekie, sendo premiados com a possibilidade de conhecer a empresa Geekie e ser pré-aprovado no programa de formação Laboratório Estudar. Fique atento ao cronograma da ferramenta: é preciso fazer os testes iniciais até o dia 9 de outubro para concorrer à premiação. 

5. Portal FGV Ensino Médio Digital
O conteúdo é separado nas quatro áreas de conhecimento do Enem (Linguagens e Códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática) e o portal possui testes e simulados online de 15 questões cada. Os resultados e histórico dos testes ficam disponíveis, além de um ranking dos alunos participantes. 

As videoaulas são produzidas em desenho animado, mas apesar de engraçadinhas e criativas (as aulas de Biologia são dadas por um Darwin de careca e barba branca e as de Química por Lavoisier) pecam pela demora e falta de interatividade, já que não é um professor quem explica. 

O mais legal: leva em consideração o tempo nos simulados e testes, proporcionalmente ao tempo destinado a cada prova no Enem. 

6. Envest
Aqui o conteúdo é organizado pensando em um plano de estudos, dos tópicos mais simples para os mais complexos. Há videoaulas e também exercicíos online, que podem ser feitos e acessados sem necessidade de cadastro prévio. Cada aluno ainda tem direito a assistir 10 aulas online ao vivo por mês. 

O mais legal: em cada disciplina há um gráfico que mostra os assuntos da matéria com maior incidência no Enem desde 2010, o que dá ideia de quanto aquele tema foi abordado nas provas dos anos seguintes. 

7. Banco de provas do INEP
No site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pela aplicação do Enem, é possível encontrar toda a informação oficial sobre a prova. 

O mais legal: estão disponíveis para download todas as provas do Enem, de 1998 a 2011, além de seus respectivos gabaritos. 

Fonte: Catraca Livre

Hoje tem no Capão Redondo, festival que reúne Racionais e Vitor da Trindade.

Evento na zona sul de São Paulo apresenta artistas, rodas de conversa e exposição de empreendimentos baseados em economia solidária.

reportagem de por Joseh Silva — publicado 18/06/2014 03:51, última modificação 18/06/2014 10:35
josehsilva
Músico Vitor da Trindade
Músico e neto do poeta do povo, Solano Trindade, Vitor da Trindade lança disco no festival
Como é a vida dos jovens engajados no trabalho social e que, por meio da economia solidária, conseguem viver de suas produções culturais, de alimento, moda, arte e comunicação? Ainda com pouca visibilidade, há um nicho de trabalhadores que encontraram um novo modelo de economia para manter suas ações sociais, sejam elas individuais ou coletivas. São jovens e adultos que organizam saraus, exposições, festivais, festas e mostras, produzindo livros, textos, fotografias, gerindo estúdios, ministrando formação e, também, atuando como educadores dentro de escolas ou em outros espaços de criação de conhecimento.
Reunindo toda esta gama de trabalhos, o 1º Festival Percurso - Periferia e Cultura em Rede Solidária será realizado no 21 de junho no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Com o tema"Juventude periférica gerando renda, trabalho e desenvolvimento local", o festival terá exposição e venda de serviços e produtos dos empreendimentos econômicos solidários que fazem parte da “Rede de Empreendimentos Culturais Solidários da Periferia Urbana da Zona Sul de São Paulo”. O objetivo da rede é o fortalecimento das origens e valorização de uma sociedade igualitária e comunitária, que respeite as diversidades culturais através de uma economia solidária e auto sustentável, administrada por um governo participativo, onde o poder seja popular.
Serão dois palcos, com mais de 20 atrações e 12 horas de duração, ocupando a periferia da zona sul paulista, com uma programação que traz shows de Racionais MC’s, DJ Hum, Vitor da Trindade, Tati Botelho, Periferias Ancestrais - Mestre Aderbal Ashogun e roda das mestras com Raquel Trindade, Leci Brandão, Mãe Beata de Iemanjá e Tia Maria do Jongo da Serrinha.
Bonde Sak Funk, Mc Spyke e Preto, Xondaro – Coral Guarani da Aldeia Tenondé Porã também integram a programação do festival, que traz, além da música, diversas atividades e apresentações do Núcleo de Convivência de Idosos, Ballet Capão Cidadão e Filhos de Ganga, da cidade Santos. Os moradores da região também poderão conferir intervenções culturais na rua, prestação de serviço de ótica, saúde, beleza, alimentação e apoio ao trabalhador. Para as crianças, haverá espaços para brincadeiras, oficinas culturais e roda de leitura.
Mais informações:
Endereço: Rua Marmeleira da India, s/n Cohab Adventista - Capão Redondo
Referência: Próximo ao Parque Santo Dias
União Popular de Mulheres
Telefone: + 55 (11) 5841.4392 / 2307.7416
Email - agsolanotrindade@gmail.com
facebook/redesdeempreendimentos

Fonte: Carta Capital

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Barcos, parques, portos e até transporte público: saiba qual pode ser o futuro dos rios de SP Parte III

Reportagem de Felipe Blumen
Após a fase de articulação arquitetônica e urbanística do projeto, que criou uma rede interdepartamental de atuação, o Hidroanel Metropolitano de São Paulo caminha para uma etapa importante de implantação. Mais uma vez, o Grupo Metrópole Fluvial será responsável para acompanhar as análises que serão feitas por cada secretaria que estaria, econômica, social ou ambientalmente envolvida no projeto.
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O mapa mostra todos os trechos do hidroanel, que terá 170 km de extensão. Os tri-portos são os terminais trimodais que fariam a integração e ramificação do sistema com destinos distintos: interior do Estado, Vale do Paraíba/Rio de Janeiro e litoral. (clique na imagem para ampliar)
O problema, explica o professor Alexandre Delijaicov, é que o plano de recuperação social dos rios de São Paulo esbarra em uma mudança comportamental da sociedade que, a seu ver, parece ainda distante. “O problema dos rios urbanos não é um problema hidráulico, é um problema social”, defende. “Nosso objetivo não é que a reincorporação dos rios da cidade seja utilizada para criação de condomínios e empreendimentos comerciais, mas sim para habitações populares” afirma.
Para o professor, mudanças infraestruturais da cidade não podem mais serem feitas com o pensamento do retorno financeiro imediato nem com o beneficiamento de alguém que não seja a população. “Nada pode ser pensado a curtíssimo e curto prazo. O que temos que colocar na cabeça é que ao tornar a cidade mais acessível, aproximando moradia, escola, hospital, lazer e emprego, a distribuição de oportunidades e o uso da cidade pelo cidadão aumentariam, o que acabaria tornando o crescimento cultural, social e financeiro da metrópole ainda maior, só que de forma saudável”, elucida.

ABRE ASPAS

“O problema do rios urbanos não é um problema hidráulico, mas um problema social. Mas infelizmente é muito mais fácil mudar uma infraestrutura física do que mudar uma infraestrutura mental.”
O uso individual da cidade, na visão de Delijaicov, é uma das barreiras que precisam ser derrubadas se um dia planos como o do hidroanel quiserem ser levados a sério. “Não adianta nós ficarmos aqui tentando construir algo que pode ser usado por duas pessoas se o que dá dinheiro, e inclusive financia campanhas, é o empreendimento que é usado por um só indivíduo”, ele afirma.
Para ele, o ambiente público deve, de fato, ser público, “e não ocupado por pequenos pedaços de propriedades privadas – como são os carros”, diz com convicção, antes de concluir, “mas infelizmente as pessoas se acostumaram demais com simulacros de espaços públicos, como condomínios e clubes, e criaram um medo de olhar para as caras das outras. A mudança na infraestrutura física é a parte mais fácil de qualquer projeto urbanístico. O difícil é a mudança na infraestrutura mental.”
Fonte: Catraca Livre

Barcos, parques, portos e até transporte público: saiba qual pode ser o futuro dos rios de SP Parte II

Reportagem de Felipe Blumen
 O projeto do Hidroanel Metropolitano de São Paulo consiste em uma rede de vias navegáveis formada pelos rios Tietê e Pinheiros e as represas Billings e Taiaçupeba, além de um canal artificial que ligaria essas represas, totalizando 170km de hidrovias urbanas. O objetivo do grupo é que essa rede seja usada para transporte de pessoas e de cargas pela cidade.
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Na Anchieta, por exemplo, funcionaria um dos terminais trimodais que uniriam o sistema hidroviário com o ferroviário e o rodoviário. Nesses locais seria feira a primeira etapa de “desmontagem’ de diversos materiais, que seriam encaminhados pelas ramificações para lugares corretos em que seria feito o reaproveitamento.
“Haverá também a possibilidade do transporte público e até turístico”, salienta Delijaicov. “Mas o objetivo é que pelo hidroanel seja transportado o próprio material que é encontrado atualmente no fundo do rio, como lodo e sedimentos, além, claro, de cargas que atualmente ocupam muito espaço nas ruas, como entulho e lixo”, afirma.
Mas além de barcos percorrendo suas águas, os rios também ganhariam, de acordo com o projeto, margens diferentes. As bordas seriam “lúdicas e funcionais”, com parques, praças e bulevares que trouxessem a população para perto dos rios. Mais que isso, passariam a ser fundamentais para o pensamento de uma nova cidade.

ABRE ASPAS

“O paulistano pensa que o rio é um pedaço sobrevivente de natureza virgem, mas o que nós vemos hoje é um canal construído. A margem virgem do Pinheiros, por exemplo, tinha quase 800 metros. Ou seja, muitos bairros que conhecemos hoje estavam debaixo d’água.”
O professor explica que o projeto do hidroanel já contempla, de forma inerente ao andamento do processo, a despoluição do rio e, consequentemente, seu melhor aproveitamento pela população. Seriam criados, por exemplo, “ecoportos” que funcionariam não só como praças, esquinas culturais e pontos de encontro, mas também como feiras de troca e venda de materiais orgânicos que seriam transportados pelos barcos.
Um dos aspectos mais interessantes do projeto diz respeito exatamente à qualidade de reaproveitamento de materiais que o rio teria. “Imagine uma montadora de automóveis ou de smartphones: várias fábricas menores criam produtos que vão alimentando indústrias maiores e chegam, por fim, ao produto final. O que nós estamos propondo é o caminho inverso. Que os rios sirvam para fazer funcionar a melhor rede de reciclagem e reutilização possível, com indústrias “desmontadoras” dispostas em ramificações de transportes que encaminhariam cada tipo de material até seu destino correto”, argumenta Delijaicov.
Fonte: Catraca Livre

Barcos, parques, portos e até transporte público: saiba qual pode ser o futuro dos rios de SP Parte I

“O problema dos rios urbanos não é um problema hidráulico, é um problema social"

Imagine que você precisa ir do extremo da zona sul até a ponta da zona leste. As opções de transporte são: carro, metrô, ônibus e barco. Qual você escolhe? Pode ser que daqui a alguns anos boa parte dos paulistanos escolha o barco. Pelo menos esse é o pensamento de um grupo de arquitetos e urbanistas que está planejando um sistema concreto (ou líquido, no caso) de transporte fluvial na cidade.
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Não se trata apenas de um novo sistema de transportes. O projeto do hidroanel compreende a reabsorção dos rios pela cidade, que passaria a usá-los de várias formas.
A ideia de rios e córregos verdes, bonitos e úteis cortando a cidade parece utópica, mas não é. Em 2009, o Governo do Estado de São Paulo contratou um estudo  para saber a viabilidade técnica para a implantação de um anel hidroviário, por meio do Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Logística e Transportes. O responsável pela análise foi o Grupo Metrópole Fluvial, que pertence à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
O grupo surgiu como parte de um laboratório de extensão curricular em que alunos do segundo ano de arquitetura passavam a estudar e planejar sistemas integrados urbanos para as cidades. O professor Alexandre Delijaicov, que coordena esses estudos, conta que os planos, na verdade, não dizem respeito apenas a um sistema de transportes, mas a um conjunto de redes que representaria toda a mudança de pensamento da cidade.

ABRE ASPAS

“Os rios deveriam ser áreas de integração e de agrupamento de pessoas, como sempre foram na história. Mas em São Paulo, os rios são verdadeiros muros que dividem regiões.”  
“Nossas primeiras sociedades nasceram nas margens dos rios”, explica. “Não fosse a criação dos canais e aquedutos, a revolução agrícola jamais teria acontecido e nós estaríamos até hoje caçando anta para comer. Não há motivo, portanto, que justifique por que cidades tão grandes e desenvolvidas como São Paulo viraram as costas para seus rios, que deveriam representar pontos de integração, mas hoje funcionam praticamente como muros, barreiras”, diz o professor.
Para ele, a infraestrutura urbana tem que representar a “conquista coletiva de um espaço”. Essa conquista deveria, por sua vez, criar uma sensação de bem estar social, e não individual. “Não importa que cada indivíduo esteja se sentindo bem por estar dentro do seu caro, em uma via expressa gigantesca. O importante é que todos nós nos sintamos bem como coletivo e como um grupo que compartilha um espaço. E por isso é fundamental que o espaço possa ser socialmente e ambientalmente aproveitado.”
divulgação
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O projeto pode parecer utópico, mas tem pretensões bem concretas. Na mimagem podemos ver, em primeiro plano, uma passarela de pedestres sobre o Rio Pinheiros; abaixo, uma embarcação leva turistas enquanto, ao fundo, outra embarcação transporta cargas públicas como entulho e lixo; e, no centro, um parque fluvial urbano traz a cidade para mais perto do rio.

Fonte: Catraca Livre