terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Vacinação de meninas contra vírus HPV começa em 10 de março no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a ofertar vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) a partir de 10 de março deste ano para meninas de 11 a 13 anos em postos de saúde e em escolas públicas e privadas de todo país, segundo informou nesta quarta-feira (22) o Ministério da Saúde.

A vacina, que protege contra o câncer do colo de útero, estará disponível nos 36 mil postos de saúde da rede pública durante todo o ano, de acordo com o ministério. Em 2015, o público alvo será estendido a adolescentes de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, a meninas de nove anos.

Para garantir proteção completa, a imunização ocorrerá de forma estendida. A segunda dose da vacina será aplicada seis meses depois da primeira e a terceira dose, cinco anos após.

"Além disso, na grande média da população brasileira, meninas nessa idade não tiveram início da atividade sexual, que é quando essas mulheres estarão no futuro sob risco do vírus HPV. Então estamos garantindo proteção para quando essas meninas tiverem vida sexual ativa”, explicou Padilha.
Há mais de cem tipos de HPV, vírus que é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. A vacina que será aplicada no Brasil protege contra quatro tipos de vírus do HPV – 6, 11, 16 e 18. Dois deles, o 16 e o 18, respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero, segundo o Ministério da Saúde.  Em 2011, 5.160 mulheres morreram em decorrência da doença, terceiro tipo de câncer mais comum entre as brasileiras.

Segundo dados a Organização Mundial de Saúde, 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV. 

De acordo com dados apresentados pela coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues, a vacina tem eficácia de 98,8% contra o câncer. A imunização, porém, é preventiva e não dispensa o uso de preservativos.

"A vacinação contra o HPV é uma precaução do câncer do colo do útero. Não é terapêutica, portanto deve ser recomendada como uma medida preventiva e não curativa. A vacina não substitui a realização do exame preventivo nem o uso de preservativos”, disse a coordenadora.

Fonte: Globo.com
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