terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Vacinação de meninas contra vírus HPV começa em 10 de março no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a ofertar vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) a partir de 10 de março deste ano para meninas de 11 a 13 anos em postos de saúde e em escolas públicas e privadas de todo país, segundo informou nesta quarta-feira (22) o Ministério da Saúde.

A vacina, que protege contra o câncer do colo de útero, estará disponível nos 36 mil postos de saúde da rede pública durante todo o ano, de acordo com o ministério. Em 2015, o público alvo será estendido a adolescentes de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, a meninas de nove anos.

Para garantir proteção completa, a imunização ocorrerá de forma estendida. A segunda dose da vacina será aplicada seis meses depois da primeira e a terceira dose, cinco anos após.

"Além disso, na grande média da população brasileira, meninas nessa idade não tiveram início da atividade sexual, que é quando essas mulheres estarão no futuro sob risco do vírus HPV. Então estamos garantindo proteção para quando essas meninas tiverem vida sexual ativa”, explicou Padilha.
Há mais de cem tipos de HPV, vírus que é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. A vacina que será aplicada no Brasil protege contra quatro tipos de vírus do HPV – 6, 11, 16 e 18. Dois deles, o 16 e o 18, respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero, segundo o Ministério da Saúde.  Em 2011, 5.160 mulheres morreram em decorrência da doença, terceiro tipo de câncer mais comum entre as brasileiras.

Segundo dados a Organização Mundial de Saúde, 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV. 

De acordo com dados apresentados pela coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues, a vacina tem eficácia de 98,8% contra o câncer. A imunização, porém, é preventiva e não dispensa o uso de preservativos.

"A vacinação contra o HPV é uma precaução do câncer do colo do útero. Não é terapêutica, portanto deve ser recomendada como uma medida preventiva e não curativa. A vacina não substitui a realização do exame preventivo nem o uso de preservativos”, disse a coordenadora.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Depois de perder filha, pai constrói parques acessíveis e públicos para homenageá-la

Rodolfo Fischer, o Rudi, quer erguer vários parques em que crianças com e sem deficiência possam brincar juntas – e, assim, homenagear Anna Laura, sua filha

Reportagem de Felipe Blumen
reprodução alpapato“Na verdade, a palavra ‘inclusão’ não é boa. O ato de incluir parte do pressuposto que alguém está excluído e, se tratando de crianças com deficiência, ninguém está excluído. Todas são diferentes, mas fazem parte do mesmo grupo que as crianças sem deficiência. Afinal, são todas crianças.”

Quem defende essa ideia é Rodolfo Henrique Fischer, o homem que quer inaugurar quatro novos “parques acessíveis” por ano em várias cidades do país. O primeiro será inaugurado no próximo sábado, 25, em São Paulo (no dia do aniversário da cidade), em homenagem a Anna Laura, sua filha.
Recomeço

Rudi, Claudia e a então pequena Anna Laura. “Tudo que fazemos hoje é em nome dela. É nossa homenagem. É nossa terapia.” 

Rudi, como Fischer é conhecido, era um trabalhador do mercado financeiro que havia decidido passar mais tempo com a família quando foi surpreendido por uma grande perda – Anna Laura, filha dele com a psicóloga Claudia Petlik, sofreu um acidente e faleceu aos três anos de idade.

reprodução alpapato“Estávamos com uma viagem marcada para Israel, para um evento de família, e decidimos mantê-la mesmo depois do acontecido”, lembra o pai. “Lá, conhecemos uma associação que tinha o objetivo de integrar comunidades de religiões diferentes e que tinha um pequeno parque com um único brinquedo inclusivo no meio. Achamos fantástico e pensamos em trazer essa ideia para o Brasil”.

Aqui, a ideia ganhou a forma de uma homenagem a Anna Laura. Foi crescendo, evoluindo e ganhando apoiadores. Graças a parcerias pontuais, o primeiro parque do projeto “ALPAPATO, Anna Laura Parques Para Todos” já está pronto. O objetivo é que mais quatro sejam construídos por ano em várias cidades que tenham a demanda de locais acessíveis de lazer – todos abertos ao público.
reprodução alpapato

Os parques terão brinquedos que podem ser usados por crianças com e sem deficiência. O projeto traz consigo algo definido por seus criadores como um “novo conceito de acessibilidade”. Não se trata de inclusão, mas de integração. “O parque é para todos e pode ser aproveitado tanto por crianças com deficiência como por crianças sem deficiência”, explica Rudi. “Temos ainda a intenção de transformá-los em polos de atividades culturais e esportivas para pessoas com deficiência.”

Terapia
Quem financia tudo é o próprio Rudi. “Tudo que foi preciso pagar eu paguei, mas só porque contei com a ajuda de um grupo muito especial de apoiadores”, conta. “Cada pessoa contribui como pode, com serviços, ideias, trabalho manual ou até abrindo mão de lucros por acreditar no projeto. É um prazer.”

reprodução alpapato

reprodução alpapatoO primeiro parque fica na AACD do Parque da Mooca. O próximo será no Parque do Cordeiro, na Zona Sul. A intenção é chegar a outras cidades do país.Rudi e Claudia ainda têm outros planos para o futuro. Além dos parques, um livro sobre Anna Laura e a mudança de vida de seus pais, uma biblioteca e uma ONG para auxiliar pais em luto são projetos que podem aparecer. “Para mim esses projetos são uma terapia. Tudo que fazemos é em nome da Anna Laura.”, confessa Rudi. “Passar por uma perda tão grande nos faz repensar toda a nossa vida. Cada um lida de um jeito com isso, mas quem sabe não podemos ajudar outras pessoas?”, conclui.

O primeiro parque fica na unidade AACD localizada dentro do Parque da Mooca. Ele será aberto ao público de segunda a sexta, provavelmente das 13h às 17h – a GCM, Guarda Civil Metropolitana, ainda vai confirmar os horários. O próximo deve ser no Parque do Cordeiro, na zona sul. E, para Rudi e Claudia, que está grávida, é só o começo.
 
Fonte: Catraca Livre 

Mais de 260 livros por até R$ 8,91

Títulos comprados até 14h são entregues no mesmo dia.

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divulgaçãoDentre os títulos selecionados há romances, infantis, biografias, autoajuda, receitas e religiosos, como: “O Milagre“, “Água para Elefantes“, ” Mestre-cuca Larousse” e outras obras de escritores brasileiros e estrangeiros. 
 
Os livros podem ser comprados na loja virtual e quem quiser economizar com o frete pode retirar sua compra em uma das lojas físicas. Alguns produtos estão sinalizados com “entrega a jato” e oferecem a possibilidade de receber o livro no mesmo dia desde que a compra seja feita até às 14h.
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Fonte: Catraca Livre

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Saiba como acionar o CNJ-Conselho Nacional de Justiça.

Quem pode acionar o CNJ?
Qualquer cidadão pode acionar o Conselho Nacional de Justiça, desde que a reclamação ou representação esteja relacionada à competência institucional do CNJ. É importante que as petições atendam aos requisitos previstos no Regimento Interno do CNJ.

É preciso advogado para peticionar ao CNJ?
Não. Qualquer cidadão pode representar ao Conselho, desde que apresente petição escrita e assinada e documentos que comprovem sua identificação e endereço. Na petição, a pessoa deve contar em detalhes o seu problema e dizer qual providência espera que seja tomada pelo CNJ, podendo encaminhar os documentos que julgar necessários para a comprovação do alegado.

O que é peticionar?
Peticionar significa pedir, fazer uma petição. Quando você peticiona (aciona) ao CNJ está solicitando que uma situação seja examinada pelo órgão.

Como devo encaminhar a petição?
O peticionamento ao CNJ foi disciplinado pela Portaria nº 52, de 20 de abril 2010, e pode ser feito de forma eletrônica e em papel:
- Requerimento eletrônico: É necessário que a parte promova seu cadastro no Sistema de Processo Eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (e-CNJ). São obrigados a peticionar eletronicamente magistrados, advogados, Tribunais, órgãos e instituições públicas e pessoas jurídicas em geral. Partes/interessados não são obrigados a se cadastrar no Sistema, mas é importante ressaltar que uma vez feito esse cadastro, o andamento da petição se dará exclusivamente por via eletrônica, sendo vedado o encaminhamento de documentos físicos, sejam eles requerimentos iniciais, petições intermediárias e demais peças processuais.
O peticionamento eletrônico (via e-CNJ) também exige que o requerimento esteja acompanhado, obrigatoriamente, de cópias do documento de identidade, do CPF e do comprovante ou declaração de residência do requerente, salvo impossibilidade expressamente justificada no requerimento inicial (conforme Portaria 174, de 26 de setembro de 2007, publicada no DJ, seção 1, do dia 2.10.2007).
- Requerimento em papel: deverá ser utilizado por pessoas que não estão obrigadas a peticionar eletronicamente (partes/interessados não inseridos no grupo acima ou que nunca tenham se cadastrado no e-CNJ, conforme rege a Portaria n.º 52, de 20 de abril de 2010).
O requerimento em papel poderá ser enviado pelos Correios para o Protocolo do CNJ (Endereço: Supremo Tribunal Federal - Anexo I, Praça dos Três Poderes, S/N, CEP:70175-901) ou mediante comparecimento pessoal do interessado. O requerimento deve ser assinado e conter, obrigatoriamente, cópias do documento de identidade, do CPF e do comprovante ou declaração de residência do requerente, salvo impossibilidade expressamente justificada no requerimento inicial (conforme Portaria 174, de 26 de setembro de 2007, publicada no DJ, seção 1, do dia 2.10.2007).

Qual a importância de se cadastrar no Sistema e-CNJ?
Com o cadastramento é possível enviar petições, visualizar os autos e realizar as movimentações processuais à distância, por meio eletrônico. Utilizar o sistema e-CNJ torna mais ágil a tramitação do processo no CNJ e reduz gastos com serviço de correios.

Como me cadastro no e-CNJ?
Para se cadastrar no Sistema de Processo Eletrônico do CNJ (e-CNJ), é necessário acessar o site www.cnj.jus.br/ecnj, clicar a opção adequada do "Cadastro de Usuários" e preencher as informações solicitadas na página seguinte. Caso opte pelo cadastro sem certificado digital, será necessário o comparecimento pessoal no Setor de Protocolo do CNJ (no endereço já informado) ou em um dos órgãos conveniados, conforme lista disponível no endereço www.cnj.jus.br/ecnj/listarUsuariosAtivacao.php.
Quando o cadastramento é realizado com certificado digital, o comparecimento no Conselho Nacional de Justiça ou em um dos tribunais conveniados é dispensado.

Se eu não tiver meios para digitalizar os documentos para a petição via e-CNJ, como posso fazer?
O Conselho Nacional de Justiça disponibiliza em suas dependências equipamentos de digitalização e de acesso à internet aos interessados para encaminhamento, quando apresentadas perante a Seção de Protocolo do CNJ, peças processuais e documentos em meio físico. A Seção de Protocolo fica localizada no Anexo II do Supremo Tribunal Federal, Praça dos Três Poderes, S/N - Brasília/DF.

Em quais formatos devem estar os arquivos que vou enviar via e-CNJ? Existe tamanho máximo para esses arquivos?
Os arquivos serão recebidos em tamanho unitário máximo de 3MB, facultado o desmembramento ilimitado dos documentos, conforme regulamenta a Portaria nº 52, de 20 de abril 2010.
A mesma Portaria também determina que os arquivos a serem enviados devam estar em algum dos seguintes formatos: XML; ODF; RTF; PDF; TXT; HTML; HTM; JPG; MP3; OGG; MP4; e AVI.

É possível realizar o cadastramento por meio de procurador no sistema eletrônico do CNJ?
Sim. O cadastramento poderá ser feito por meio de procuração, outorgada com poderes específicos para efetuar o cadastramento do usuário no e-CNJ e firma reconhecida, devendo o procurador fornecer cópia de seu documento de identificação, do CPF, identidade funcional (magistrados e Ministério Público) ou carteira da OAB (advogados). No caso de pessoas jurídicas, é necessária a cópia do ato constitutivo, ata que elegeu a diretoria e certificado de cadastro junto à Receita Federal do Brasil (CNPJ).

O que ocorre se a petição estiver sem a identificação ou o endereço do requerente?
Ausente o endereço ou em caso de identificação inequívoca do requerente, isto é, no caso de a petição ser anônima, o expediente será encaminhado ao Secretário-Geral para que determine o seu arquivamento, motivadamente, resguardado o direito à renovação do requerimento, nos termos da Portaria 174, de 26 de Setembro de 2007.

Existem modelos de petições?
Sim. Estão disponíveis modelos de "Representação por Excesso de Prazo" e de "Reclamação Disciplinar", com o intuito de auxiliar o cidadão a elaborar sua petição. Os referidos modelos podem ser encontrados nos links abaixo:
Modelo de Reclamação Disciplinar (RD)
Modelo de Representação por Excesso de Prazo (REP)

No Sistema e-CNJ as notificações também são recebidas de forma eletrônica?
Quando a pessoa é cadastrada no e-CNJ, as notificações dos processos também acontecem de forma eletrônica. É importante alertar que depois de 10 dias de notificação, o Sistema presume que a parte já foi intimada e o processo segue normalmente. Por isso, ao se cadastrar no e-CNJ é fundamental que haja o acompanhamento rotineiro as petições encaminhadas ao Conselho.
Em caso de dúvidas, envie um e-mail para a Secretaria Processual do CNJ: secretaria@cnj.jus.br

Fonte: Portal CNJ

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Parece Facebook, mas não é: são as redes educativas

Serviços ganham força nos Estados Unidos e desembarcam no Brasil. Professores e alunos podem fazer quase tudo ali, desde que seja educativo


Reportagem de:  Nathalia Goulart
Veja
Foto: Luis Ushirobira
Foto: As redes sociais educativas vão ao encontro das necessidades da nova geração: ensino rápido, atualizado e interativo
As redes sociais educativas vão ao encontro das necessidades da nova geração: ensino rápido, atualizado e interativo

Seus usuários trocam mensagens, compartilham fotos e comentam atividades recentes. Até parece o Facebook, mas não é. Nesse território, os usuários têm um único assunto: educação. São as chamadas redes sociais educativas. Elas funcionam como uma rede social virtual, mas são mais seguras - o que agrada professores e escolas - e tornam o aprendizado mais interessante para a geração que já nasceu conectada à internet. Além disso, permitem aos pais dar uma espiadinha na rotina escolar dos filhos. "Queremos tornar a escola mais colaborativa, divertida e social", diz Shivanu Shukla, fundador da Teamie, uma rede nascida em Singapura que já mira o mercado brasileiro.

Tecnologia Tudo sobre Tecnologia
Como aproveitar a tecnologia na Educação? Dicas e orientações para tirar o melhor da internet - com segurança
    
 
Por enquanto, uma das poucas redes internacionais que disponibilizam conteúdo em português é a Edmodo, sucesso nos Estados Unidos. Nascida em 2008 no Vale do Silício, na Califórnia, já recebeu 47,5 milhões de dólares em investimento (25 milhões no último mês) e soma hoje mais de 9,8 milhões de usuários espalhados por quase 100.000 instituições de ensino. O número representa apenas a centésima parcela de usuários do Facebook, mas é considerado um feito e tanto em matéria de ambientes dedicados exclusivamente ao ensino. Conta Jeff O'Hara, um dos fundadores da plataforma: "A ideia surgiu enquanto eu trabalhava na área de TI de uma secretaria de educação. Vi que muitas redes sociais e sites de vídeo eram bloqueados, e comecei a pensar em alternativas. Percebi que a educação precisava de um espaço só seu."

Como funcionam
O funcionamento da Edmodo, da Teamie e dos demais serviços nascentes é bastante parecido. Em geral, o professor se inscreve na plataforma - que pode ser gratuita ou paga, dependendo da empresa desenvolvedora e dos recursos oferecidos -, cria comunidades para os cursos que ministra em determinada instituição de ensino e, em seguida, ‘’adiciona’’ seus alunos, franqueando o acesso deles à rede. A partir daí, em um ambiente restrito, é possível compartilhar mensagens, material didático, textos e livros e também criar fóruns de discussão. Tudo isso é exibido em uma espécie de linha tempo, bem semelhante à do Facebook. Os estudantes podem entregar trabalhos pela ferramenta, e o professor pode atribuir as notas ali mesmo. Para os docentes, é oferecida ainda uma biblioteca virtual, onde é possível organizar livros, textos e artigos interessantes a cada disciplina. Caso um estudante use a rede para fins não educativos, os professores têm autonomia para deletar comentários impróprios ou arquivos indesejados. "Sabemos que a segurança e a privacidade são imprescindíveis nesse campo da educação", diz Nic Borg, cofundador da Edmodo. De fato, o medo de perder o controle da situação é preocupação permanente dos docentes.

No Brasil
A bem-sucedida experiência internacional da Edmodo entusiasmou o professor de história Rodrigo Abrantes, do Colégio Joana D'Arc, de São Paulo. Desde o início do ano letivo, ele vem integrando a rede social a seus cursos. "Fiquei empolgado com a possibilidade de intercâmbio de ideias e compartilhamento de conteúdos e experiências em um ambiente virtual especificamente escolar", conta. O trabalho tem fluido bem, principalmente nos anos finais do ensino médio. "Em uma aula de atualidades, por exemplo, os livros didáticos ficam defasados rapidamente. Com a ajuda da internet, fica mais fácil compartilhar material complementar com os alunos." Entre as ferramentas que fazem mais sucesso nas aulas de Abrantes está o quiz, aquele jogo de perguntas e respostas. Se um ponto da matéria não foi bem assimilado pelos estudantes, o professor cria testes on-line que ajudam a fixar o conteúdo e, de quebra, treinar para o vestibular. "Não digo que eles me pedem para passar dever de casa, mas eles se empolgam mais em responder questões na internet do que no papel."
 
Vantagens para todos os lados

Estudantes e professores não são os únicos empolgados com as novas ferramentas. Estudiosos também veem com bons olhos as redes sociais educativas. "Esses sistemas permitem uma experiência educacional mais maleável, no sentido de que o professor pode adaptá-la segundo as necessidades da classe. Além disso, ela extrapola os muros da escola. O estudante passa a estar 'conectado' ao saber mesmo fora do período de aula", diz Christopher Quintana, especialista em tecnologia da educação da Universidade de Michigan. Outro ponto positivo: sites como o Edmodo permitem a participação dos pais, mantendo-os atualizado sobre as atividades escolares dos filhos. "Nosso objetivo é criar uma comunicação transparente entre família e escola para que toda comunidade escolar acompanhe de perto a evolução dos estudantes", diz Shivanu Shukla, da Teamie.

O entusiasmo dos especialistas com os serviços, contudo, não deve ser compreendido como aprovação total. "Tudo ainda é muito novo, e não houve tempo para a medição de impactos", diz Quintana. "É preciso evitar exageros, como avaliar que esta é a salvação para todos os males da educação." Em resumo: é preciso dar tempo ao tempo e às redes para avaliar a capacidade de inovação delas no campo da educação. O estudioso lembra ainda que nem todos os conteúdos se adaptam bem ao formato. "O professor precisa ter discernimento para saber quando alguma interação precisa ser real, não virtual."

Iniciativas novas
Na esteira da Edmodo, outras redes vicejam. Há, por exemplo, serviços voltados ao ensino superior. É o caso do Lore. Criada por quatro jovens amigos, a rede já é acessada por estudantes de mais de 600 universidades, majoritariamente nos Estados Unidos. "Percebemos que, para fortalecer os laços sociais, existia o Facebook; para estreitar relações profissionais, o LinkedIn. E para as relações acadêmicas?", diz Hunter Horsley, criador do Lore. Não existia alternativa à vista. Ou os estudantes criavam comunidades fechadas no Facebook ou trocavam mensagens por meio de grupos de e-mail. "Mas era tudo improvisado", diz Horsley. O criador compara o Lore ao Facebook da fase original (mas sem a eleição da "garota mais quente", que marcou o nascimento do site de Mark Zuckerberg), quando só estudantes de Harvard podiam se cadastrar na plataforma universitária. Assim como Zuckerberg, Hunter abandonou os estudos e não chegou a concluir seu curso, na Universidade da Pensilvânia. Hoje, dedica-se exclusivamente ao negócio.

O lucro dessas redes pode vir de duas fontes: a cobrança de uma taxa de acesso ou a venda de acessórios. No caso da Edmodo, o dinheiro vem da venda de aplicativos educativos, comercializados em uma loja virtual nos moldes da AppleStore. As vendas ainda não estão liberadas para os usuários brasileiros, mas isso deve acontecer em breve. Já a Teamie cobra pelo acesso. A taxa é de 5,50 dólares (equivalente a cerca de 12 reais) por aluno ao mês.

Por aqui, a onda das redes sociais educativas já inspirou um negócio genuinamente brasileiro. O site Passei Direto foi idealizado por Rodrigo Salvador quando ele tinha apenas 17 anos. Seis anos depois, a ideia saiu do papel. Lançado em 4 de junho, já tem 110.000 usuários espalhados por 30 instituições de ensino. Para fazer parte, o usuário cria um perfil e seleciona a universidade e o curso do qual faz parte. Lá, encontra outros estudantes na mesma condição: a partir daí, começa o compartilhamento de arquivos e mensagens. Os professores até podem fazer parte rede, mas são identificados como qualquer outro usuário. Ou seja, o negócio é mesmo dedicado aos estudantes. E a um assunto: a educação.
 
Como funcionam as redes sociais educativas

Ações comuns a professores e alunos

- O professor pode publicar livros e artigos eletrônicos, enquanto os alunos entregam trabalhos e tiram dúvidas
- Mensagens: todos podem fazer postagens públicas. Só professores podem enviar textos (uma avaliação, por exemplo) restritos a um aluno ou grupo. Mensagens restritas entre estudantes não são permitidas
- Fotos também são vistas por toda a comunidade
Ações exclusivas do professor

- Criar comunidades relativas a suas disciplinas e adicionar alunos a esses ambientes
- Criar testes, distribuí-los aos alunos e depois avaliar o desempenho de cada um deles
- Criar uma agenda com eventos importantes à comunidade, como data de provas e entrega de trabalhos.
 
Conheça seis redes sociais voltadas à educação

O Edmodo já está disponível em português, e o acesso é inteiramente gratuito. Tem como público-alvo escolas de ensino fundamental.

O Teamie ainda não tem versão em português. O primeiro acesso é gratuito e limitado. Para desfrutar de toda a rede, é preciso desembolsar cerca de 11 reais ao mês.

O Schoology também não tem versão em português, mas o acesso é totalmente gratuito.

A rede Lore está inteiramente em inglês e é voltada a estudantes do ensino superior. O acesso é gratuito.

O Passei Direto é uma rede brasileira voltada a estudantes do ensino superior.

O Ebah também é uma rede brasileira destinada ao compartilhamento de material acadêmico. Tem como público-alvo estudantes do ensino superior.
Fonte: Educar para Crescer

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ZEITGEIST 1 The Movie | HD COMPLETO Legendado e Dublado Brasil

Mais de 1000 games da década de 1980 para download gratuito

CV-G-Tank_AttackReportagem de Camila Garófalo.

Os games da década de 1980 foram a sensação daquela época. Para resgatar esses conceitos com gráficos e regras simples, o site Internet Archive criou uma sessão com mais de 1000 jogos atigos para donwload gratuito – que permite o acesso direto a esses programas no navegador sem plugins ou configurações adicionais.

CV-G-Tank_Attack

“Tank Attack” de 1981 é o game mais baixado do site. Através do sistema emulador JSMESS, o ”The Console Living Room” remonta as antigas salas de jogos dos anos dourados e abre um universo de possibilidades. Para brincar, basta clicar na imagem do jogo escolhido ou em “Emulate This”. Estes jogos são melhor apreciados em uma versão atualizada de um navegador moderno.

Como nostalgia, uma ferramenta de ensino ou simplesmente diversão, é possível encontrar centenas de jogos que começou com uma indústria de bilhões de dólares. Os links para os manuais e informações adicionais estão disponíveis para consulta.

Leia Mais


Fonte: Catraca Livre

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Vale-Cultura. Vale por um mundo de cultura!

Vale Cultura

USP ministra cursos online grátis de nível superior

Imagem
Desde o dia 12 de junho de 2013, a USP ministra cursos virtuais, gratuitos e de nível superior, que são dados por professores da instituição e veiculados pelo  portalVeduca.

Tradicionalmente, os brasileiros estão entre os mais assíduos em plataformas como o Coursera – lançado pelas universidades de Stanford, Michigan, Pennsylvania e Princeton – e edX – iniciativa de Harvard e MIT. Mas, até agora, não havia uma instituição de nível superior brasileira que oferecesse aulas gratuitas e virtuais de forma massiva para qualquer interessado.
 
Para maiores informações, acesse aqui o portal dos cursos.
 
Em caso de dúvida, entre em contato – contato@veduca.com.br

Fonte: USP