quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Estudante cria site focado em vestibulandos de medicina

Enquanto alguns estudantes esperam, aflitos, os resultados das provas da segunda fase do vestibular de grandes universidades do país, outros ainda correm para revisar conteúdos para as provas que acontecem ainda neste mês. Sem dúvida, entre os mais preocupados com os estudos estão os jovens que sonham com vagas nos cursos de medicina, sempre entre os mais concorridos do país. Pensando em ajudar esse grupo específico de vestibulandos, há menos de um ano, o macapaense Júlio Sousa, 26, decidiu criar o Projeto Medicina, plataforma que reúne e oferece gratuitamente materiais de estudo para quem não pode pagar por cursinhos pré-vestibulares.
Sousa, que estuda sistemas de informação na UFG (Universidade Federal de Goiás), em Goiânia, acredita que a plataforma seja sua forma de “contribuir para a melhoria da educação do país”.  Apenas há oito meses no ar, o site já ultrapassou a marca de 75 mil curtidores no Facebook.
Shefkate / FotoliaProjeto Medicina

Antes de lançar o Projeto Medicina, o jovem já havia dado vida a outra iniciativa: o Rumo ao ITA. Há sete anos, época em que tentava uma vaga no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Sousa desenvolveu o site que também reúne e disponibiliza materiais didáticos dirigidos, neste caso, para os vestibulares em engenharia da instituição. “Percebemos que muitas pessoas que acessavam o Rumo ao ITA buscavam os conteúdos avançados disponíveis para estudar para medicina. Foi a sacada que precisávamos para dedicar um site a esses estudantes”, afirma.
Além dos materiais didáticos oferecidos na plataforma – que são divididos por disciplina, faculdades e Enem – Sousa e mais outros dois parceiros criaram serviços e ferramentas que buscam, principalmente, dar apoio motivacional aos estudantes, como o espaço Depoimentos, no qual os aprovados contam suas histórias de como conseguiram se sair bem nos vestibulares, e o Pergunte à dra. Jordanna, médica que esclarece dúvidas que vão desde questões sobre o vestibular até informações sobre residência médica.
“Optamos pelo curso de medicina, porque, como sabemos, é um dos mais disputados por estudantes de todo o Brasil. A ideia central é, sobretudo, motivar os jovens.”
Com acesso diário de 1.500 visitantes, o Projeto Medicina tem conseguido ir além de ser apenas uma plataforma com recursos didáticos, listas de questões, provas e dicas de profissionais da área. A plataforma tem servido, principalmente, como uma espécie de laboratório de experiências. Ao longo do último ano, por exemplo, Sousa desenvolveu mais duas iniciativas.
Uma delas é o Avalie sua Redação, site que surgiu primeiramente como editoria dentro do projeto, que permite aos estudantes postarem suas redações e receberem feedbacks de outros usuários por meio de comentários e notas. “Muitas vezes, o vestibulando só tem à professora de português e redação para recorrer. Criamos o Avalie sua redação para que ele possa contar com a ajuda de todo mundo”, afirma. Outra proposta é oAdote um Vestibulando, uma espécie de rede colaborativa de “doadores de livros”. Na prática, os usuários podem doar obras que não usam mais àqueles que normalmente não têm condições financeiras de comprá-las. Por conta do sucesso da rede de doação, a ideia é que, a partir de maio, a iniciativa deixe de ser uma editoria para virar um site próprio. Para Sousa, um dos principais diferenciais da iniciativa é o fato de explorar um nicho específico.
Além do desmembramento de editoras em sites,  Sousa também passou a vender pen drives com os materiais de estudo (mais de 23.000 questões em 282 listas de exercícios) aos interessados, demanda que possibilitou ao jovem dar viabilidade financeira ao Projeto Medicina. “Na verdade, eles compram a organização e a facilidade de não precisar baixar os arquivos, já que tudo está livre e gratuito no site”, diz. Além disso, o jovem também realiza parcerias com colégios e cursinhos,“é uma troca bacana: eles nos fornecem os conteúdos, que disponibilizamos no site e que podem ser acessados por quem não pode pagar e, em troca, damos visibilidade à marca das escolas”.
Fonte: Porvir
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