domingo, 12 de setembro de 2010

Eleições

Quero aqui compartilhar minhas angústias, em relação a esta eleição, não é possível que achemos engraçado um candidato fazer palhaçada. Será que, não esta na hora de ter-mos eleições não obrigatória onde com certeza iriam votar pessoas com discernimento e responsabilidade.Ou será intencional de nossa classe política continuar com esta obrigatoriedade, para que pessoas sem entendimento suficiente jogue na lata do lixo o seu escrutino.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Pro Dia Nascer Feliz


Todos nós, sejamos pobres ou ricos, estamos à mercê das mazelas sociais provenientes dos nossos próprios atos, e o principal deles de nos calarmos diante dos fatos e aceitá-los ou mesmo sermos indiferentes frente a eles.
É percebido ao ver o emocionante documentário Pro dia nascer feliz as diversas faces da desigual sociedade brasileira. Desigual na economia, nas crenças, na geografia e principalmente no modo de fazer e receber educação neste país, como resposta a nossa mudez e indiferença.
Destacamos no documentário diversas violências que atrapalham e na maioria impedem de se promover uma educação necessária e eficiente. São elas: violência moral, violência física, discriminação, humilhação, violência psicológica e a pior, considerada por nós, a indiferença.
Exemplificamos como violência moral e humilhação a aluna Valéria, do sertão nordestino, que enfrentando todas as más condições para uma boa educação era capaz de ser sensível o bastante para criar e recitar poesias num lugar esquecido e adverso a promoção humana. Como não bastasse toda sorte recebida, ainda enfrentava a humilhação de ouvir que os versos declamados não eram de sua autoria, tornando-a ainda mais incapaz frente aos problemas vividos.
Ainda como violência moral, o claro e comum tráfico de drogas presentes em algumas escolas cariocas, incutindo nos alunos a violência física, fazendo-os acreditar que esta é o meio mais fácil e eficaz de resolver os problemas.
Alguns adolescentes afirmam não ter muito problema em roubar ou matar, pois o máximo que vão pagar são três anos na FEBEM. Essa idéia é aprimorada no seu cotidiano, baseado no que vêem onde vivem, nas favelas.
Nestas escolas públicas das favelas a indiferença política e docente chega ao extremo. Vemos escolas com baixa infra-estrutura, incapazes de fomentar as necessidades básicas da educação.
Vemos ainda o descaso de professores que não assumem uma postura ética em relação ao seu emprego e a sua realidade. Muitos nem fingem que ensinam, pois simplesmente não vão às aulas. Já os alunos, na maioria fingem, e bem, que aprendem, tomando como exemplo o do aluno Douglas, que foi promovido a serie posterior mesmo tendo faltado às aulas e tirado notas baixíssimas.
Mas não é só na escola pública que os alunos são "violentados", estes recebem a agressão mais penosa que há, mas não estão sozinhos.
Os alunos de escolas particulares, filhos de classe média alta, sofrem com a pressão psicológica dos pais, da escola, dos amigos, da alta competitividade e pela falta de tempo para pensar, sonhar. Necessitam de atenção, carinho e afeto, e isto não tem preço.
Tomemos como exemplo a aluna que chora ao se sentir discriminada pelos colegas por ser estudiosa demais, por participar de olimpíadas estudantis, de ser disputada por grandes colégios que querem estampar seus nomes com estatísticas arrasadoras. Ela desabafa dizendo que os meninos não se interessam por ela, que se sente só, solitária. E que quer ser normal, igual aos outros.
São realidades diferentes, cada uma com suas dificuldades e especificidades. Uma não mais fácil de ser vivida que a outra e que acabam por não ajudar a estes adolescentes a crescerem felizes e capazes de serem diferentes daqueles que estão a sua volta.
Seja por um motivo ou outro, a educação brasileira precisa ser repensada, ou melhor, transformada.
FONTE: Documentário Pro dia nascer feliz – João Jardim

Utopia e Barbárie o Documentário


O filme fala da geração que viveu as revoluções de esquerda e da contracultura, as guerras de independência na África e na Ásia, a guerra do Vietnã, as ditaduras latino-americanas, a queda do muro de Berlim e a disseminação da globalização e do neoliberalismo, funcionando como um "pensamento único".
"Utopia" e "barbárie" são, para o diretor, dois movimentos complementares, sucedendo-se um ao outro pela história - assim como ao sonho igualitário da Revolução Russa de 1917 seguiu-se o pesadelo do genocídio estalinista, ao projeto do Brasil Novo de Juscelino Kubitscheck e João Goulart, a ditadura militar de 1964.
O filme de Tendler é, assumidamente de esquerda, embora tente ouvir posições contrárias. Abre espaço para que ex-integrantes da luta armada, como Franklin Martins (atual porta-voz do governo Lula) e Dilma Roussef (ex-ministra da Casa Civil e pré-candidata presidencial pelo PT), façam a autocrítica e a justificação de seu rumo extremo no passado.
Ao mesmo tempo, ouve o poeta Ferreira Gullar, um dos mais notórios críticos do atual presidente e, nos anos 70, opositor da opção pela resistência armada ao regime militar.
Viajando nestes anos por 15 países, Tendler acumula entrevistas históricas - como a do lendário general Giap, 94 anos, o estrategista vietnamita que derrotou sucessivamente os colonizadores franceses, em 1954, e os invasores norte-americanos, nos anos 70.
O escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor de uma das bíblias para o entendimento do continente, "As veias abertas da América Latina", além do poeta Amir Haddad, do dramaturgo Augusto Boal, e os cineastas Denys Arcand, Gillo Pontecorvo e Amos Gitai, vêm somar suas posições. Todos reveem os erros e acertos desta geração que tentou mudar o mundo pelas ideias e pelas armas, e hoje repensa não só os motivos de seus fracassos como tenta entender o contexto atual.
Juntando biografia pessoal com História, Tendler revisita suas raízes judaicas, mesclando a sua análise das utopias o sonho igualitário dos kibbutz de Israel. Esta digressão para o Oriente Médio, no entanto, ajusta-se mal aos demais assuntos tratados, talvez porque não se tenha feito uma amarração mais consistente.
Repleto de assuntos e personagens, "Utopia e barbárie" é um instrumento eficaz para olhar o presente sem tirar os olhos do passado. Outro mérito está em mostrar materiais de arquivo eloquentes por si - caso do áudio da gravação da tristemente célebre reunião que aprovou o AI-5, em 1968.

sábado, 22 de maio de 2010

Éducassão


A Evolução da Educação.
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro? 


2. Ensino de matemática em 1970: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro? 


3. Ensino de matemática em 1980: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro? 


4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00 


5. Ensino de matemática em 2000: 

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO 


6. Ensino de matemática em 2009: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00 


7. Em 2010 vai ser assim: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não
precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?" 

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Diversidade na Educação.

Por que, ainda hoje nos deparamos com professores muitos deles jovens repassando da mesma forma que aprenderam. Será que não notaram que esta fórmula não deu certo? Ou a fazem sem a preocupação de que sua função definirá o futuro de nossos jovens. Parafraseando Rubem Alves a quem tenho deverás admiração, " Não é próprio falar de aluno". Há alguns anos atrás tive  a grata experiência de trabalhar com jovens infratores na Fundação Casa (antiga Febem), onde recebi um dos maiores prêmios que um ser humano pode receber de outro a gratidão. Quando um desses jovens numa conversa informal me disse: - "Pô professor o Senhor é da hora bola mó idéia com gente, entra na mente" Mas quando"bolei" esta idéia não estava querendo entrar na mente dele e sim mostrar que através da educação seria a possível ter novos horizontes, ou então como diria a música dos Racionais mc " Viver pouco como rei ou muito como Zé" as cartas estavam dadas a sorte lançada. Opa espera ai. Sorte lançada? será que como educador não posso fazer a diferença na vida de ao menos um. Pense nisso.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Necessidade de Falar!!!

Este blog nasce da minha necessidade de me expressar, o que muitas vezes não falamos, por falta de oportunidade ou até mesmo por covardia. Também gostaria de recomendá-los a irem até o meu perfil em cidade democrática e de sua opnião em minhas propostas e acrescente as suas.
abração Eddie